Ter direito ao recebimento de um valor judicial marca uma etapa relevante para quem venceu uma ação contra o governo. Mas é preciso esperar o fim do processo para ter acesso a esse dinheiro?
Na prática, o pagamento integral costuma seguir prazos longos. Por isso, entender o valor incontroverso permite acessar parte desse crédito antes do encerramento total da ação, o que pode melhorar a organização financeira e reduzir a dependência do tempo judicial.
Ao longo deste guia, você vai entender o que é o valor incontroverso, quando ele pode ser solicitado, quais impactos essa estratégia gera e como a Precato pode apoiar a antecipação desse crédito.
A partir desse reconhecimento, o credor pode acessar recursos enquanto o restante do processo continua em tramitação. Isso possibilita o cumprimento de compromissos financeiros ou o redirecionamento do capital, sem a necessidade de aguardar o desfecho total da ação.
Valor incontroverso: conceito e importância para o credor
O valor incontroverso é a quantia que já foi reconhecida judicialmente como devida, sem impugnações ou recursos pendentes sobre esse montante.
Nessa situação, o devedor — geralmente um ente público — reconhece formalmente a obrigação de pagamento, o que permite ao credor solicitar a expedição do precatório ou da RPV correspondente a essa parcela.
A partir desse reconhecimento, o credor pode acessar recursos enquanto o restante do processo continua em tramitação. Isso possibilita o cumprimento de compromissos financeiros ou o redirecionamento do capital, sem a necessidade de aguardar o desfecho total da ação.
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Diferença entre valor incontroverso e valor controverso
Enquanto o valor incontroverso já foi reconhecido sem objeções, o valor controverso permanece em discussão judicial. Essa controvérsia pode envolver divergências sobre cálculos, critérios de correção monetária ou fundamentos jurídicos, o que exige novas decisões do Judiciário.
Na prática, apenas o valor incontroverso pode ser requisitado para pagamento. Já o valor controverso depende de definição posterior, o que impacta diretamente o prazo de liberação.
Quando é possível receber o valor incontroverso durante o processo?
O acesso ao valor incontroverso ocorre na fase de execução da sentença. Após a definição dessa quantia, o juiz pode autorizar a expedição do requisitório, sem a necessidade de aguardar o encerramento integral da ação. Mesmo que outras parcelas sigam em debate, a parte incontroversa pode ser encaminhada para pagamento.
Esse procedimento é respaldado por entendimentos consolidados dos tribunais superiores, que reconhecem a possibilidade de pagamento parcial do crédito.
Dessa forma, o recebimento do valor incontroverso não depende da conclusão total do processo, o que pode fazer diferença em situações que exigem maior previsibilidade financeira.
Como funciona a expedição parcial de precatório ou RPV do valor incontroverso
Após o reconhecimento judicial do valor incontroverso, o juiz pode autorizar a expedição parcial do precatório ou da RPV, de acordo com o montante envolvido.
Quando o valor se enquadra no limite legal da RPV, o pagamento segue um prazo mais curto. Já valores acima do teto são inscritos como precatório e passam a integrar a ordem cronológica de pagamento do ente público.
Por fim, a parcela controversa continua em discussão judicial, sem impedir o recebimento do valor já reconhecido. Esse mecanismo permite a liquidação parcial do crédito, reduzindo a espera por parte do montante devido.
Precato explica: é importante lembrar que a distinção entre RPV e precatório influencia diretamente o prazo de pagamento.
Por isso, identificar corretamente a modalidade aplicável ao valor incontroverso ajuda o credor a ter expectativas mais realistas sobre prazos e possibilidades de antecipação.
Impacto do valor incontroverso no tempo de recebimento pelo credor
A liberação do valor incontroverso reduz o tempo de espera para o recebimento. Após a expedição do precatório ou da RPV, inicia-se o prazo de pagamento, que pode ocorrer muito antes da conclusão definitiva do processo.
Com isso, o credor não precisa aguardar o julgamento de todos os recursos para acessar parte do crédito. Essa antecipação contribui para um planejamento financeiro mais consistente e alinhado aos prazos reais do processo.
Além da antecipação do valor incontroverso, existem outras estratégias que também podem gerar liquidez de créditos, como a cessão de direitos do precatório. Esse mecanismo permite a transferência do crédito a terceiros, mediante condições específicas previstas em lei.
Saiba mais lendo nosso post sobre cessão de direitos de um precatório: o que significa?
Perguntas frequentes
1. O que caracteriza o valor incontroverso em um processo?
O valor incontroverso é caracterizado pela inexistência de controvérsia sobre determinada quantia devida no processo judicial. Essa parte já foi reconhecida por juiz e devedor, permitindo a solicitação de pagamento imediato, mesmo se houver controvérsias em outros aspectos.
2. Posso perder o direito ao valor controvertido ao receber o incontroverso?
O recebimento do valor incontroverso não impede o credor de continuar discutindo judicialmente o valor controverso. O recebimento antecipado não significa renúncia ou perda de direitos relativos à parcela ainda controvertida.
3. O valor incontroverso pode ser expedido por RPV?
O valor incontroverso pode ser expedido por RPV se estiver dentro do limite legal. Se ultrapassar o teto, a expedição ocorre por precatório, assegurando o acesso ao valor antes do fim do processo.
Para transformar seu direito em liquidez e conquistar mais autonomia financeira, conte com a Precato para antecipar o valor incontroverso de forma rápida, transparente e segura.
4. Receber o valor incontroverso acelera o pagamento do restante do processo?
Receber o valor incontroverso não acelera automaticamente a liberação do valor controverso. Cada parcela segue sua própria tramitação processual, conforme os pontos ainda em debate judicial.
No entanto, a antecipação do valor incontroverso reduz a dependência financeira do credor em relação ao desfecho total da ação. Isso permite mais estabilidade enquanto o processo continua, sem interferir no direito de discutir e receber o valor restante no futuro.
Referencias
- SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. REsp 1.789.321/MG, Rel. Min. Herman Benjamin, 2ª Turma, julgado em 2023. Tema Repetitivo 1.123. Disponível em: www.stj.jus.br. Acesso em: 15 jan. 2026.
- CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA. Resolução nº 303, de 25 de abril de 2019. Regulamenta o pagamento de precatórios. Disponível em: https://atos.cnj.jus.br/atos/detalhar/303. Acesso em: 15 jan. 2026