Ganhar uma causa na justiça é sempre motivo de alegria! Mas, junto com a vitória, é normal surgirem algumas dúvidas sobre como funciona o pagamento depois de um depósito judicial.
Neste conteúdo, vamos detalhar o que é um depósito judicial, os tipos de depósitos relacionados a causas ganhas e os prazos de pagamento após a decisão. Além disso, vamos dar dicas de como acessar o valor conquistado. Continue lendo e descubra tudo o que você precisa saber sobre o pagamento na justiça.
O que é um depósito judicial?
O depósito judicial é uma quantia de dinheiro que uma das partes do processo paga para garantir que a sentença seja cumprida. Esse valor pode ser referente a multas, condenações ou outros valores que o juiz determinar, dependendo do tipo de ação. O objetivo desse depósito é garantir que a parte vencedora receba o valor que lhe foi atribuído na sentença.
Após a decisão do juiz de que o pagamento deve ser feito por meio de depósito judicial, o valor é colocado em uma conta específica vinculada ao tribunal e só pode ser retirado após a autorização do juiz. A liberação do valor vai depender do tipo de sentença, dos documentos necessários e dos prazos que podem variar conforme o andamento do processo.
Quais são os tipos de depósitos judiciais em processos?
Existem dois tipos principais de depósito judicial que podem ocorrer no processo:
- Depósito judicial espontâneo: ocorre quando a parte que perdeu a ação decide pagar o valor devido de forma voluntária, sem que o juiz precise solicitar. Embora o pagamento seja feito de maneira espontânea, o valor será depositado na conta judicial do tribunal, aguardando a liberação do juiz para ser retirado;
- Depósito judicial compulsório: acontece quando o juiz determina que uma das partes deposite o valor devido. Isso pode ser feito para garantir a execução da sentença, como em precatórios ou multas. Em outros casos, o juiz também pode exigir o depósito para garantir que a parte vencedora receba o que lhe foi devido, antes de qualquer outra ação.
Esses depósitos são realizados em contas e mantidos por instituições financeiras autorizadas, para garantir que o valor fique sob controle judicial até ser liberado. O saque do valor só pode ocorrer quando o juiz autorizar, por meio de um alvará judicial.
Como funciona o pagamento de causa ganha via alvará judicial?
Após o trânsito em julgado da sentença e o depósito judicial realizado, o pagamento ao vencedor da causa não acontece automaticamente. A liberação do valor é feita por meio de um alvará judicial, um documento que autoriza a retirada dos valores depositados judicialmente.
O que é um alvará de levantamento?
O alvará de levantamento é um documento emitido pelo juiz que autoriza a retirada do valor depositado. Ele é necessário para que a parte vencedora ou seu representante legal acesse esse montante. Funciona como um comprovante legal da liberação judicial.
Após o juiz emitir o alvará, a parte vencedora pode retirar o valor em bancos ou instituições financeiras indicadas no processo. Essas instituições financeiras possuem contas específicas para os depósitos judiciais e, só com o alvará de levantamento, o valor será liberado para saque.
Prazos para liberação do alvará e condições adicionais
Os prazos para a liberação do valor podem variar, dependendo da complexidade do processo, do volume de recursos no tribunal e da própria instituição financeira responsável pela operação.
Além disso, a documentação e as condições do processo devem estar completas, para evitar atrasos. Para garantir que o processo de liberação seja o mais rápido possível, é bom manter os dados atualizados e seguir as orientações do tribunal e do seu advogado. Com o alvará de levantamento em mãos e seguindo o procedimento, você poderá acessar o valor de sua causa.
Como funciona o processo de liberação após ganhar uma causa?
Seu processo está em fase de emissão do alvará judicial? Saiba o que fazer a partir daí:
- Emissão do alvará: após o trânsito em julgado da sentença, o juiz emite o alvará de levantamento para autorizar a liberação dos valores;
- Retirada do valor: com o alvará em mãos, o vencedor pode se dirigir ao banco ou instituição financeira indicada para retirar o montante. Caso o vencedor não possa comparecer pessoalmente, um representante legal com procuração pode fazer a retirada no lugar dele;
- Comprovante de liberação: o alvará de levantamento funciona como um comprovante de que o pagamento foi autorizado e que a parte tem direito a receber o valor estipulado na sentença.
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Quais são os prazos para o pagamento após ganhar a causa?
- O prazo para o pagamento após ganhar uma causa pode variar conforme o tipo de processo e a natureza da sentença. Quando o pagamento é feito por meio de depósito judicial, a liberação dos valores depende de algumas etapas que podem influenciar o prazo, como:
- Trânsito em julgado: para a sentença ser considerada definitiva e o pagamento autorizado, o processo precisa ter transitado em julgado. Ou seja, a decisão não pode mais ser apelada;
- Prazo do depósito judicial: caso o depósito não tenha sido feito espontaneamente pela parte perdedora, o juiz determina um prazo para que ele seja realizado. Esse prazo pode variar, dependendo da decisão do juiz;
- Liberação do alvará judicial: depois que o trânsito em julgado ocorre e o alvará judicial é solicitado, o juiz pode liberar o valor. O tempo para essa liberação depende da judicatura do tribunal e de outros fatores relacionados ao andamento do processo.
De maneira geral, os prazos para o pagamento podem variar de alguns dias a alguns meses, dependendo da complexidade do caso, da fila de pagamentos do tribunal e de outros aspectos do processo.
Como solicitar o pagamento de causa ganha após o depósito judicial?
Após o depósito judicial e o trânsito em julgado da sentença, siga estas etapas para retirar o valor:
- Acompanhe o processo: acompanhe o andamento do processo pelo Meu INSS ou diretamente no site do tribunal responsável pela sua ação;
- Solicite o alvará de levantamento: caso a parte vencida já tenha feito o depósito, você pode solicitar ao juiz a emissão do alvará de levantamento. Este documento autoriza a retirada do valor depositado;
- Retire o valor: com o alvará de levantamento em mãos, vá até a instituição financeira indicada pelo tribunal para retirar o valor. Caso você não possa retirar pessoalmente, um representante legal com procuração pode fazê-lo em seu lugar. Prepare os documentos pessoais e a procuração, se necessário.
O que fazer se houver atraso no pagamento de causa ganha?
Embora o processo de depósito judicial e a liberação de valores sejam regulamentados, atrasos podem ocorrer, especialmente em casos envolvendo precatórios ou valores mais altos.
Se o pagamento não acontecer no prazo esperado, o primeiro passo é verificar a regularidade do processo. Isso pode ser feito consultando o tribunal ou o advogado responsável, que poderá confirmar se houve algum erro ou atraso na parte do processo relacionada ao depósito judicial.
Caso o pagamento já estivesse previsto, o advogado da parte vencedora pode solicitar providências ao juiz. Isso pode envolver uma solicitação formal para o juiz tomar as medidas necessárias, garantindo que o pagamento seja realizado o mais rápido possível.
Esse acompanhamento atento ao processo pode ajudar a resolver eventuais pendências e acelerar o recebimento dos valores devidos após ganhar uma causa!
Como a Precato pode ajudar com os pagamentos de causas ganhas?
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Referências
BRASIL. Governo Federal. Realizar depósito judicial para débitos inscritos em dívida ativa da União. 2025. Disponível em: https://www.gov.br/pt-br/servicos/realizar-deposito-judicial-para-debitos-inscritos-em-divida-ativa-da-uniao. Acesso em: 13/05/2025.
SERASA. O que é um depósito judicial e como ele pode afetar seu crédito. 2025. Disponível em: https://www.serasa.com.br/limpa-nome-online/blog/o-que-e-um-deposito-judicial-e-como-ele-pode-afetar-seu-credito/. Acesso em: 13/05/2025.
BRASIL. Lei nº 9.703, de 17 de novembro de 1998. Dispõe sobre a utilização de depósitos judiciais e extrajudiciais e dá outras providências. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9703.htm. Acesso em: 13/05/2025.