O pagamento de precatórios tem um impacto considerável na economia do Brasil, pois envolve grandes quantias que permanecem por muito tempo sem circulação. Esses valores, devidos pela União, estados e municípios, podem levar anos para serem pagos, afetando a vida de quem tem direito a eles.
Essa demora prejudica não só o bolso dos credores, mas também tem consequências para a gestão econômica do país. Uma alternativa para acelerar esse processo é a cessão de crédito, que permite ao beneficiário receber o valor do precatório antecipadamente.
Isso ajuda quem precisa do dinheiro com urgência e também impulsiona a economia ao movimentar esses recursos rapidamente. A seguir, veja como o pagamento de precatórios influencia a economia do Brasil e o que fazer se você está esperando o seu pagamento.
O impacto do pagamento de precatórios na economia
O pagamento de créditos de processos contra a União, estados e municípios tem um grande impacto na economia do Brasil, como mostrado pelos dados econômicos de 2024.
Segundo a notícia ‘Fazenda atribui alta do PIB a precatórios e mais crédito, e espera desaceleração’ do O Globo, o pagamento de precatórios no início do ano foi um dos fatores que ajudaram a tirar o país da estagnação econômica.
O pagamento injetou liquidez na economia, impulsionando o consumo das famílias e contribuindo para a retomada do crescimento econômico. Essa injeção de recursos, especialmente em tempos de recuperação, foi fundamental para estimular a demanda interna, principalmente nos setores de comércio e serviços, que dependem da circulação de dinheiro.
1. Efeito na renda dos credores
O pagamento de precatórios melhora diretamente a renda dos credores, muitas vezes pessoas que dependem dessa quantia para cobrir despesas diárias.
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Ao antecipar esse pagamento, a economia pessoal desses beneficiários é fortalecida, proporcionando maior segurança financeira e estabilidade. Para muitos, seu pagamento pode ser a chave para aliviar dívidas e melhorar a qualidade de vida. Você pode salvar este post em outra aba para se aprofundar depois: como usar o crédito do precatório para amortizar dívida?
2. Estímulo ao consumo e investimentos
Quando os credores recebem seus precatórios, a tendência é que esses valores sejam aplicados em consumo imediato, como pagamento de contas, compras de bens duráveis ou até mesmo em investimentos. Esse fluxo de dinheiro para o mercado estimula o consumo das famílias e promove a recuperação de setores que mais sofreram com a crise econômica.
Além disso, o dinheiro circulando mais rapidamente pode atrair novos investimentos, gerando um ciclo de crescimento e recuperação econômica. Você também pode conferir em nosso blog se vale a pena vender um precatório para investir em negócios.
3. Influência nas contas públicas
O pagamento de precatórios impacta diretamente as contas públicas, pois exige o desembolso de recursos do governo. Esses pagamentos são uma obrigação legal que deve ser cumprida conforme a ordem cronológica, afetando o orçamento público. A gestão fiscal precisa ser bem planejada para garantir recursos suficientes para pagar os precatórios sem comprometer outras áreas.
Quando o pagamento é atrasado, o governo enfrenta desafios orçamentários e fiscais. Os atrasos aumentam a dívida pública e geram custos adicionais com juros e multas, prejudicando a confiança dos investidores na capacidade do governo de honrar suas obrigações. Isso pode levar a uma perda de credibilidade fiscal, o que afeta a classificação de risco do país e torna menos atrativo o investimento externo.
Por outro lado, o pagamento pontual dos precatórios demonstra um controle eficiente do orçamento público e fortalece a confiança do mercado financeiro. Cumprir as obrigações também evita a sobrecarga do orçamento, permitindo que os recursos sejam usados de maneira mais eficaz em outras áreas da administração pública e evitando o aumento da dívida ativa.
Descubra como está o contexto atual de créditos no Brasil: precatório 2025: o que esperar e como se preparar?
Mudanças recentes na legislação sobre precatórios
As mudanças recentes na legislação sobre precatórios no Brasil refletem os esforços do governo e das instituições envolvidas para aprimorar a gestão e o pagamento desses créditos. A seguir, destacamos algumas das principais mudanças que impactam diretamente o cenário dos precatórios no país.
1. Novas regras para pagamento de precatórios em São Paulo em 2025
O Governo de São Paulo implementou novas regras para o pagamento de precatórios com o Decreto n.º 69.325/2025. As principais alterações incluem:
- Deságio reduzido: para precatórios expedidos até 2015, o deságio varia de 20%; para aqueles expedidos após 2022, o desconto pode chegar a 40%;
- Acordos diretos com credores: o decreto autoriza a celebração de acordos diretos com os credores, visando agilizar o pagamento dos precatórios e reduzir o volume de pendências.
- Plano de pagamento anual: estabelece que a Secretaria da Fazenda e Planejamento apresentará ao Tribunal de Justiça do Estado, até 20 de setembro de cada ano, o Plano de Pagamento para liquidação da dívida, com prazo final até 31 de dezembro de 2029.
2. Alterações normativas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ)
O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) aprovou alterações na Resolução n.º 303/2019, para alinhar as normas de precatórios às Emendas Constitucionais nº 113 e nº 114, buscando proporcionar mais clareza na gestão desses pagamentos e aumentar a segurança jurídica tanto para credores quanto para devedores.
Uma das principais mudanças foi a priorização de precatórios alimentares, que são aqueles relacionados a necessidades básicas dos credores. Esses precatórios agora seguirão uma ordem cronológica de pagamento, e os que forem apresentados após 2 de abril serão pagos no ano seguinte.
Além disso, o CNJ também esclareceu a tributação de honorários advocatícios, detalhando a incidência de contribuições previdenciárias e imposto de renda sobre honorários pagos diretamente aos advogados. Essas modificações visam tornar o processo mais eficiente e garantir maior segurança jurídica, alinhando as normas às novas exigências das Emendas Constitucionais.
3. Estabelecimento de teto anual para despesas com precatórios
As Emendas Constitucionais nº 113 e nº 114, promulgadas em 2021, estabeleceram um teto anual para as despesas com processos até 2027. Essa medida visa equilibrar as finanças públicas, limitando o crescimento das despesas governamentais.
No entanto, a imposição desse teto tem gerado preocupações quanto aos possíveis impactos nos pagamentos de precatórios, podendo resultar em atrasos e em insegurança jurídica para os credores.
Estudos do Ministério da Fazenda publicados pela CNN Brasil indicam que, sem ajustes, o pagamento concentrado de precatórios em 2027 pode resultar em um impacto fiscal significativo, com uma possível “bomba fiscal” de R$ 200 bilhões, o que afetaria as finanças públicas e geraria desafios econômicos.
A CNN Brasil levantou o alerta para a dívida pública crescente e as consequências para a política fiscal do país, com o acúmulo de precatórios não pagos nos anos anteriores.
4. Oportunidades de investimento e gestão financeira
Com a previsão de liberação de R$ 70,7 bilhões em precatórios para 2025, surgem diversas oportunidades de investimento no mercado. Empresas e investidores estão de olho nas possibilidades de diversificação de portfólio, utilizando Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDCs), que se destacam como uma alternativa estratégica para quem deseja investir em direitos creditórios com garantias de pagamento, além de melhorar o desempenho financeiro.
Essas mudanças refletem os esforços para tornar a gestão dos precatórios mais eficiente e transparente, mas também trazem desafios, especialmente para os credores que aguardam o pagamento. É importante que todos os envolvidos estejam atentos a essas modificações para tomar decisões informadas e, se necessário, buscar alternativas como a antecipação de precatórios.
Alternativas para receber um precatório mais rápido
Se você está aguardando o pagamento e precisa do valor com mais agilidade, a Precato oferece uma solução segura e eficiente. Por meio de acordos, é possível antecipar o valor e recebê-lo em até 48 horas, sem depender da demora dos órgãos públicos.
Além disso, a Precato disponibiliza uma ferramenta gratuita para consultar o status do seu processo, com atualizações diretamente pelo WhatsApp, permitindo que você acompanhe o andamento de forma prática e rápida.
Referências
- SECRETARIA DE POLÍTICA ECONÔMICA DO MINISTÉRIO DA FAZENDA. Impactos macrofiscais de cenários de pagamento do estoque de precatórios. Disponível em: https://www.gov.br/fazenda/pt-br/central-de-conteudo/publicacoes/conjuntura-economica/estudos-economicos/2023/precatorios-vf.pdf.
- AGÊNCIA BRASIL. Precatórios elevam déficit anual do governo central para R$ 230,54 bi. Disponível em: https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2024-01/precatorios-elevam-deficit-anual-do-governo-central-para-r-23054-bi.
- GAZETA DO POVO. Pagamento de precatórios “turbina” economia e faz banco elevar projeção para o PIB. Disponível em: https://www.gazetadopovo.com.br/economia/precatorios-turbinam-economia-elevacao-previsoes-pib/.