Os precatórios representam ordens de pagamento emitidas por órgãos públicos para quitar dívidas decorrentes de decisões judiciais contra o Estado, a União ou os municípios.
Em São Paulo, o processo de emissão e pagamento de precatórios segue uma dinâmica que prioriza a ordem cronológica de entrada dos pedidos, sendo administrado pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJ-SP) e, em alguns casos, pelo Tribunal Regional Federal (TRF).
Se você possui um precatório e reside em SP, é importante entender como ele funciona, tanto do estado quanto da capital. Para entender melhor, separamos o que você não pode deixar de lado. Confira!
Como funcionam os precatórios em São Paulo?
Os precatórios em São Paulo são dívidas do governo paulista, resultantes de decisões judiciais em que o Estado é condenado a pagar uma quantia. Existem dois tipos principais de precatórios: os precatórios alimentares e os precatórios comuns. Ambos têm diferentes prioridades e prazos de pagamento. Entenda:
Precatórios alimentares
São dívidas do governo paulista relativas a direitos essenciais, como salários, pensões e aposentadorias, com prioridade de pagamento para idosos e pessoas com doenças graves. Esses precatórios têm preferência sobre os comuns e são pagos conforme o orçamento estadual e as regras constitucionais.
Precatórios comuns
Envolvem dívidas que não afetam direitos fundamentais, como indenizações por desapropriações e contratos com empresas. Esses precatórios seguem uma ordem cronológica de pagamento e, sem prioridade especial, podem ser antecipados mediante desconto, caso o credor aceite receber um valor menor.
Como funciona o processo de emissão e pagamento?
O processo de emissão de precatórios começa quando o juiz reconhece a dívida e emite a ordem de pagamento. Em seguida, o precatório é incluído na lista de pagamentos do governo e seu lugar na fila é definido pela ordem cronológica de emissão.
Em São Paulo, há uma lista de prioridades, e precatórios de natureza alimentar, como ações ligadas a salários atrasados, pensões e aposentadorias, têm prioridade sobre precatórios de natureza comum, como indenizações e dívidas tributárias. No entanto, é importante lembrar que mesmo os precatórios alimentares podem demorar anos para serem pagos.
A cada ano, o governo paulista organiza um orçamento específico para o pagamento de precatórios, o que significa que o tempo de recebimento depende diretamente da quantidade de recursos disponibilizados para esse fim.
Quem tem direito a receber precatório em São Paulo?
Diversos grupos têm direito ao pagamento de precatórios, principalmente aqueles que venceram ações judiciais contra o Estado, municípios ou mesmo a União quando a sentença é expedida no âmbito do Estado de São Paulo. Confira:
Cidadãos que venceram ações contra órgãos públicos: pessoas que ganham processos judiciais contra o governo, seja por motivos fiscais, trabalhistas ou indenizatórios, geralmente têm direito ao pagamento de precatórios. Isso inclui tanto pessoas físicas quanto jurídicas que obtiveram sentença favorável em disputas contra a administração pública;
Beneficiários de ações previdenciárias: aposentados, pensionistas e outros segurados que venceram ações de revisão ou concessão de benefícios previdenciários também podem ter direito ao pagamento de precatórios. Nesses casos, o precatório representa a quitação de valores retroativos ou de reajustes negados no passado.
Além disso, há outras situações que podem originar o direito a precatórios, como desapropriações, ações de indenização por danos morais ou materiais e outras disputas em que o poder público foi condenado judicialmente.
Confira como consultar o seu precatório e quais informações você precisa.
Prazos e procedimentos para recebimento
A espera pelo pagamento de um precatório pode ser longa dependendo do tipo e do orçamento anual disponível para esses pagamentos, entenda:
Precatórios comuns: em média, o tempo de espera para receber um precatório comum pode variar de 2 a 10 anos, embora existam casos em que o prazo é ainda maior. A fila de pagamentos depende da ordem cronológica e da disponibilidade orçamentária anual do governo estadual ou federal.
Requisições de Pequeno Valor: para RPVs, o prazo é significativamente menor. Em São Paulo, os pagamentos de RPVs costumam ocorrer em até 60 dias após a emissão.
Posso vender meu precatório em São Paulo?
Sim, quem possui um precatório tem a opção de vendê-lo. Essa venda ocorre no mercado secundário e é uma solução interessante para aqueles que preferem receber o valor de imediato em vez de esperar anos para o pagamento pelo governo.
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Referências
PROCURADORIA GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO. Precatórios do Estado de São Paulo – 2025: perguntas frequentes. São Paulo: PGE-SP, 2025. Disponível em: https://www.portal.pge.sp.gov.br/site-pge/pdf/Precatorios_do_Estado_de_S%C3%A3o_Paulo-2025_Perguntas_frequentes.pdf.
PREFEITURA DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO. Precatórios – Serviços. 2022. Disponível em: https://sp156.prefeitura.sp.gov.br/portal/servicos/informacao?conteudo=3351.
BORGES, Gilberto Badaró. Especialista analisa novo decreto de precatórios em SP e seus impactos. Migalhas, 4 fev. 2025. Disponível em: https://www.migalhas.com.br/quentes/423998/especialista-analisa-novo-decreto-de-precatorios-em-sp-e-seus-impactos.