A luta dos advogados contra a Fazenda Pública sempre trouxe desafios para garantir uma remuneração justa. Por muito tempo, decisões judiciais reduziram de forma injustificada os honorários de profissionais que dedicam anos de trabalho a causas volumosas.
Esse cenário mudou com o Tema 1076 do STJ, consolidado em 2026, que trouxe segurança jurídica, valorização e previsibilidade ao trabalho na advocacia pública. Entender como essa mudança impacta a fixação de honorários por equidade é fundamental para proteger o valor do seu trabalho na atualidade.
O que é a fixação de honorários por equidade no CPC?
O artigo 85, § 8º, do Código de Processo Civil prevê a fixação de honorários por equidade como solução para casos de valor inestimável, irrisório ou com proveito econômico muito baixo. Ou seja, a equidade é uma exceção — nunca deve ser usada para reduzir honorários em causas milionárias ou de grande impacto financeiro.
Esse mecanismo, muitas vezes mal interpretado, pode prejudicar o advogado se aplicado de forma inadequada. Por isso, compreender seu uso correto é essencial para garantir que a verba sucumbencial seja respeitada e proteger o resultado econômico do processo, valorizando a profissão sem o risco de erros nas ações judiciais.
O impacto do Tema 1076 do STJ nas causas contra a Fazenda Pública
O Superior Tribunal de Justiça, ao julgar o Tema 1076, foi categórico: não cabe equidade para reduzir honorários em causas de valores elevados contra a Fazenda Pública. O entendimento vinculante exige o respeito aos percentuais previstos no artigo 85, § 3º, do CPC.
Isso elimina margens para decisões subjetivas e assegura previsibilidade ao advogado, permitindo o planejamento financeiro do escritório. O Tema 1076 representa uma conquista coletiva da advocacia, promovendo respeito à remuneração e à dignidade da profissão, enquanto uniformiza a aplicação das regras em todo o país.
Como proteger seus honorários contratuais e sucumbenciais?
Na prática, é indispensável atenção ao cumprimento de sentença. O destaque dos honorários deve ser feito antes da expedição do precatório ou RPV. Para isso, é necessário juntar o contrato de honorários aos autos e apresentar petições claras que diferenciem a verba do advogado daquela do cliente.
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Assim, evitam-se surpresas desagradáveis durante o pagamento e reforça-se a transparência na partilha dos créditos. Para quem busca aprofundar sobre o tema e acelerar o recebimento, a Precato oferece um guia completo em cumprimento de sentença: entenda e agilize seu precatório.
Como não deixar sua sucumbência travada na fila
Conquistar uma decisão favorável contra a Fazenda Pública traz satisfação, mas essa vitória nem sempre se traduz em liquidez imediata. O pagamento por precatório costuma ser lento, com anos de espera na fila do Estado. Para muitos advogados, a sucumbência e os honorários contratuais acabam bloqueados, impactando o caixa do escritório.
Uma alternativa eficiente é a cessão de crédito, que permite antecipar valores de forma legal e transparente. Para entender melhor como destacar e separar corretamente esses créditos, confira o conteúdo de honorários advocatícios em precatórios.
O magistrado ainda pode aplicar honorários por equidade com valor alto?
Não. O Tema 1076 do STJ estabelece que, em causas de valor expressivo, não cabe ao juiz fixar honorários por equidade. A decisão do STJ é obrigatória e impede interpretações individuais que reduzam os honorários de maneira indevida. Isso garante que os percentuais legais do CPC sejam respeitados, protegendo o advogado da desvalorização do seu trabalho e assegurando maior segurança à rotina de quem atua em grandes causas contra a Fazenda Pública.
O Tema 1076 do STJ aplica-se ao cumprimento de sentença?
Sim, o Tema 1076 se estende à fase de cumprimento de sentença. O advogado mantém o direito aos percentuais mínimos e máximos garantidos pelo CPC tanto na fase de conhecimento quanto na execução. A vedação à apreciação equitativa em valores elevados oferece previsibilidade e fortalece o planejamento financeiro do profissional, que pode projetar resultados e tomar decisões estratégicas com base em regras claras e estáveis.
É possível destacar os honorários contratados do precatório do cliente?
O advogado pode — e deve — requerer o destaque dos honorários contratuais, desde que apresente o contrato nos autos antes da expedição do precatório. Esse procedimento separa e protege os valores devidos ao profissional, evitando que o recebimento dependa do fluxo de pagamentos do cliente ou da fila dos precatórios. Ao garantir essa separação, o advogado reforça a transparência, previne disputas futuras e assegura o valor justo pelo seu trabalho.
O advogado pode antecipar o recebimento dos seus honorários?
A cessão de crédito é uma alternativa eficiente para advogados que não querem esperar anos pelo pagamento dos precatórios. Com ela, o profissional transfere seu direito de crédito a terceiros, recebendo o valor à vista, de forma transparente, segura e alinhada às práticas modernas da advocacia.
Isso permite reforçar o capital de giro, reduzir riscos e manter o foco em novos processos. Essa antecipação é 100% legal, respaldada pela legislação e recomendada para escritórios que buscam agilidade e previsibilidade financeira.
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A Precato se posiciona como parceira estratégica de advogados que desejam ver seus honorários sucumbenciais e contratuais livres da morosidade dos precatórios. Com soluções exclusivas, antecipação ágil e segurança jurídica reconhecida, a Precato garante que o profissional não fique à mercê do tempo de espera do Estado.
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Referências
BRASIL. Código de Processo Civil (2015). Lei nº 13.105, de 16 de março de 2015. Art. 85. Brasília, DF: Presidência da República, 2026. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2015/lei/l13105.htm.
SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA (STJ). Tema Repetitivo 1076: Fixação de honorários advocatícios por apreciação equitativa. Relator: Min. Og Fernandes, Corte Especial. Brasília, DF, 2026. Disponível em: https://www.stj.jus.br.