O depósito judicial é um valor depositado em uma conta bancária vinculada a um processo, garantindo o pagamento determinado pelo juiz até a finalização da ação. Se você tem um processo na Justiça, venceu a causa ou notou uma conta criada em seu nome na Caixa Econômica Federal ou no Banco do Brasil, é muito provável que você esteja lidando com um depósito judicial.
Neste guia, você vai descobrir o conceito desse depósito, como consultar saldos retidos nos tribunais e o passo a passo completo para destravar o resgate sem comprometer a saúde financeira da sua empresa.
Por que ele é diferente de uma conta comum?
Diferente de uma conta corrente ou poupança tradicional, a conta de depósito judicial é aberta por ordem da Justiça em um banco público, geralmente Caixa Econômica Federal ou Banco do Brasil, apenas para custodiar os recursos de um processo.
Nesse modelo, o titular da conta não tem livre acesso ao dinheiro para saques ou transferências diárias. O montante fica bloqueado e mantido sob custódia do Poder Judiciário até que ocorra o julgamento definitivo ou a emissão de uma ordem expressa da autoridade judiciária. Confira as principais modalidades de depósitos em processos:
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Depósito voluntário: feito por iniciativa do devedor para evitar penhoras e multas;
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Depósito consignado: realizado quando há dúvidas sobre quem deve receber o valor;
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Depósito recursal: exigido pela Justiça do Trabalho para que empresas possam recorrer de decisões;
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Como consultar se você tem valores de depósito judicial?
Para verificar a existência de saldos guardados em seu nome, é necessário consultar o portal oficial do tribunal correspondente ou as plataformas dos bancos custodiantes. Saiba as etapas práticas para você consultar o seu dinheiro em cada uma das opções disponíveis:
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Plataforma
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Informações necessárias
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Como fazer a consulta
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Tribunal de Justiça (TJ/TRF)
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Número do processo ou CPF/CNPJ
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Acesse a área de “Consulta Processual” no site do tribunal do seu estado e busque pelo andamento do caso.
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Caixa Econômica Federal
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Número da conta judicial ou dados do processo
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Acesse o portal de Depósitos Judiciais da Caixa ou consulte o gerente em uma agência física.
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Banco do Brasil
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Número do comprovante ou número da conta judicial
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Utilize a página de Comprovantes e Consultas de Depósitos Judiciais no site oficial do Banco do Brasil.
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Como fazer o saque de um depósito judicial?
O saque do saldo depositado em juízo depende obrigatoriamente da autorização de um juiz por meio de um documento formal chamado alvará judicial. Assim, mesmo que a causa já tenha sido ganha e o valor esteja visível na conta do banco, o resgate não ocorre de forma imediata ou automática. Para liberar e resgatar o valor, siga esse passo a passo:
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Finalização do processo: aguarde o encerramento da ação judicial ou a decisão que autoriza o pagamento;
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Emissão do alvará: o advogado da causa solicita ao juiz a expedição do alvará de soltura de valores;
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Apresentação ao banco: com a ordem assinada, a instituição financeira realiza a transferência ou liberação do dinheiro;
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Repasse dos honorários: o valor pode ser depositado na conta bancária do beneficiário ou ocorrer o recebimento de valores na conta do advogado, conforme o contrato firmado.
Como funcionam os depósitos em ações contra o governo?
Quando a ação judicial envolve o Estado, municípios ou a União, o depósito do dinheiro não ocorre em uma conta judicial simples ao final do caso, mas sim por meio de títulos de requisição pública.
Assim, se o valor for de até 60 salários mínimos federais (ou limites estaduais e municipais equivalentes), a quitação é feita por Requisição de Pequeno Valor (RPV) em até 60 dias. Se a quantia for superior, o crédito é convertido em um precatório.
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A maior barreira para quem tem valores a receber da Justiça não é vencer a causa, mas lidar com a demora burocrática para conseguir a liberação do dinheiro. Sendo assim, consultar quem entende o funcionamento do alvará judicial te auxilia a contornar as filas dos tribunais e os prazos das varas judiciais que podem atrasar o acesso a quantias que já deveriam ser suas.
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Perguntas frequentes
1. Quanto tempo o banco leva para liberar o valor?
A liberação do dinheiro pelo Banco do Brasil ou Caixa Econômica Federal leva, em média, de 2 a 10 dias úteis após o recebimento do alvará judicial eletrônico enviado pelo tribunal. Contudo, pendências cadastrais ou erros na conta informada podem estender esse prazo.
2. Posso sacar o depósito judicial sem o advogado?
Não é recomendado tentar o saque sem orientação jurídica, pois a instituição bancária exige o alvará assinado pelo juiz do processo. Em muitos casos, a ordem de pagamento é direcionada para a conta do advogado constituído ou exige a presença do profissional cadastrado na ação.
3. Qual é o rendimento do valor em depósito judicial?
Os valores mantidos em contas judiciais recebem atualização monetária automática e juros previstos na legislação de cada tribunal. A remuneração costuma acompanhar os índices oficiais aplicados à caderneta de poupança ou à taxa Selic, garantindo a correção do poder de compra durante a tramitação da ação.
Referências
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BANCO DO BRASIL. Depósitos Judiciais. Brasília, DF, 2026. Disponível em: https://www.bb.com.br/site/setor-publico/judiciario/depositos-judiciais/. Acesso em: 28 jul. 2026.
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BRASIL. Lei nº 13.105, de 16 de março de 2015. Código de Processo Civil. Brasília, DF: Presidência da República, 2015. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2015/lei/l13105.htm. Acesso em: 28 jul. 2026.
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CAIXA ECONÔMICA FEDERAL. Depósito Judicial e Extrajudicial. Brasília, DF, 2026. Disponível em: https://novodepositojudicial.caixa.gov.br/deposito. Acesso em: 28 jul. 2026.